Que sistemas atendemos
| Sistema | Porte típico | Onde faz sentido |
|---|---|---|
| Multi-split | 2 a 5 evaporadoras | Apartamentos, consultórios, lojas pequenas — uma condensadora só |
| VRF / VRV | Dezenas de unidades internas | Hotéis, pousadas de porte, clínicas e prédios comerciais |
| Cassete 4 vias | 18.000 a 60.000 BTU/h | Ambientes com forro, distribuição uniforme em 360° |
| Piso-teto | 36.000 a 60.000 BTU/h | Salões, restaurantes e lojas sem forro disponível |
| Dutado | Variável | Quando o equipamento precisa ficar invisível no ambiente |
| Self-contained | 5 a 30 TR | Supermercados, indústrias leves e grandes áreas abertas |
| Chiller + fan coil | Acima de ~100 TR | Centrais de água gelada, grandes distâncias, demanda de processo |
| Cortina de ar | Por vão de porta | Barreira térmica em entrada de loja, mercado e restaurante |
VRF: por que ele economiza de verdade
Um sistema convencional trabalha em liga-desliga: o compressor parte a 100%, atinge o setpoint, desliga, a temperatura sobe e ele parte de novo. Cada partida consome várias vezes a corrente nominal e castiga o equipamento.
No VRF o compressor é de rotação variável e a válvula de expansão eletrônica de cada unidade interna regula a vazão de refrigerante conforme a carga daquele ambiente específico. Quando dez dos trinta quartos de uma pousada estão ocupados, a condensadora roda em fração da capacidade em vez de ciclar a plena carga. Isso é o que produz a economia — não o rótulo inverter.
A contrapartida é exigência técnica: a rede frigorígena de um VRF tem derivações específicas, limites rígidos de comprimento equivalente e desnível, e carga de refrigerante calculada com base na metragem real de tubulação. Erro nessa conta não aparece no comissionamento — aparece seis meses depois, em falha de compressor.
Código de erro é pista, não diagnóstico
Um código de pressão alta em VRF pode ser condensador obstruído, válvula de expansão travada, excesso de carga, ventilador da condensadora com rotação baixa ou sensor descalibrado informando o que não existe. Trocar peça pelo código, sem ler os parâmetros da controladora, é a forma mais cara de consertar — e a mais comum.
Como diagnosticamos sistemas de grande porte
- Leitura da controladora. Histórico de falhas, pressões de alta e baixa, temperaturas de todos os sensores, frequência do compressor e abertura das válvulas eletrônicas.
- Conferência do circuito frigorífico. Superaquecimento e subresfriamento medidos, comparados ao que o fabricante especifica para a condição de operação do momento.
- Verificação elétrica. Tensão entre fases, desequilíbrio, corrente por fase, resistência de isolação do motor e estado de contatoras e módulo de potência.
- Lado do ar. Vazão nos difusores com anemômetro, estado dos filtros, obstrução de retorno e ajuste de dampers. Muito “não gela” é problema de ar, não de gás.
- Relatório com os números. Você recebe os valores medidos e a recomendação — com o que é urgente separado do que pode esperar a próxima parada.
Projeto e adequação normativa
Instalações comerciais seguem a ABNT NBR 16401, que trata de carga térmica, qualidade do ar interior e vazão mínima de ar exterior. Esse último ponto é o mais negligenciado: um ambiente bem refrigerado mas sem renovação acumula CO₂ e provoca aquela sonolência do fim da tarde em escritório. Dimensionamos a tomada de ar exterior junto com a capacidade, não depois.
Todo sistema de uso coletivo instalado por nós já sai com o PMOC estruturado, porque a obrigação legal nasce no dia em que o equipamento entra em operação.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre VRF e multi-split?
O multi-split liga de duas a cinco evaporadoras a uma condensadora, com controle individual limitado e sem modulação fina.
O VRF trabalha com fluxo de refrigerante variável: a condensadora ajusta continuamente a vazão para cada evaporadora conforme a demanda real do ambiente, comportando dezenas de unidades internas na mesma rede. Para um prédio inteiro, o VRF é mais eficiente; para um apartamento com quatro ambientes, o multi-split resolve com custo bem menor.
Quando vale usar chiller em vez de expansão direta?
Chiller costuma fazer sentido acima de aproximadamente 100 TR de carga térmica, quando as distâncias entre central e ambientes são grandes ou quando há necessidade de água gelada para processo.
Abaixo disso, sistemas de expansão direta como VRF normalmente entregam custo de implantação e de manutenção menores. A decisão depende do perfil de carga ao longo do dia, não apenas do pico.
Meu VRF mostra um código de erro. Vocês atendem?
Sim. O código é o ponto de partida, não o diagnóstico: ele indica em qual circuito o controlador detectou anomalia.
A partir dele lemos os parâmetros na controladora — pressões, temperaturas de sensor, frequência do compressor, abertura de válvula eletrônica — e localizamos a causa real antes de trocar qualquer peça.
Vocês atendem equipamento instalado por outra empresa?
Atendemos. Fazemos o levantamento do que está instalado, medimos o sistema e apresentamos o diagnóstico antes de propor qualquer intervenção.
Quando encontramos erro de projeto ou de instalação original, apontamos com clareza o que precisa ser corrigido e o que pode ser mantido — sem transformar a visita em orçamento de troca completa.
Dá para climatizar sem parar o funcionamento da loja ou pousada?
Na maioria dos casos, sim. Planejamos a obra por etapas e concentramos as intervenções ruidosas ou que exigem desligamento em horários de menor movimento.
Para pousadas e hotéis do litoral, a janela natural é a baixa temporada — é quando conseguimos executar com menos impacto e com agenda mais folgada.
Projeto novo ou sistema existente com problema?
Fazemos a visita técnica de levantamento e entregamos o diagnóstico com os valores medidos antes de qualquer proposta.